Métodos de musicalização

1. Dalcroze (1865‑1950).

Para ele a improvisação é importante para a formação de todo o músico. Ele defendia que através dela os alunos podem adquirir e exerci­tar os princípios básicos de seus sistema rítmico e solfejo. Ele considerava a improvisação como uma expressão da vida. Para ele a capacidade interpretava, não se baseia na imitação do exemplo do professor, mas sim no desenvolvimento da sensibilidade, imaginação e da memória do estudante.
Dalcroze iniciou a sua carreira em 1891. Elaborou o método denominado rítmica, quando estava frustrado e preocupado com a dificuldade de seus alunos em realizar ritmos. Rítmo musical são os ritmos natu corretamente. "A fonte dos orais de locomoção do corpo humano."(Landis, Campos,1988, p. 26)
Realmente depois de Dalcroze não se discute mais que o rítmo se aprende através do corpo e movimento corporal. Se no primeiro dia de aula um problema for apresentado ao aluno, cuja solução ele precisa buscar sem recorrer à memória ou a imitação, tendo que descobrir por seu esforço proprio, então temos ai um bom método segundo Dalcroze, diz Sá Pereira, pedagogo nacional. (Sá Pereira, 1937, p. =19).
Dalcroze também entre tantos outros conceitos de vanguarda, para a época afirmava algo novo e polêmico, segundo Sá Pereira ‑ uma criança menor do que sete anos, dotada de ouvido regular pode chegar à percepção da altura absoluta dos sons. (ouvido absoluto).

2. Carl Orff. (1895‑1982)

0 pedagogo alemão, discípulo de Dalcroze toma como base do seu método os rítmos de palavra. Acredita ele que a palavra representa para Orff a célula que irá gerar o rítmo e que é muito importante, pois já esta incluída na musica.
A fala é um dos pilares do seu método; fundamentado sobre a ríade som/palavra/movimento (Graetzer e Yepes, 1983)‑ , em que a explora amplamente. (Penna, 1990)
As primeiras lições do Orff‑Schulwerk são exercícios com nomes, pregões, perguntas e respostas, adivinhações, parlendas e rimas infantis. Aliás este caderno didático fruto do seu trabalho com as crianças. São seis cadernos em ordem progressiva, sendo que o primeiro destina‑se para a educação musical de Crianças de 5 a 7 anos.
As melodias se inspiram em canções folclóricas e começam com melodias de 2, 3, 4 até 5 sons.
Usando o corpo como um instrumento sonoro Orff aca­ba usando vários timbres (palmas, estalar dos dedos, pés e voz). Também da mesma forma passa a usar os instrumentos de percussão. Estes podem ser divididos em instrumentos de som determinado (sistros, metalofones, xilofones) e indeterminado (guizos, =lavas, pandeiros e triângulos).0 trabalho com es­te método pode ser enriquecedor e alegre entre professor e aluno pois na realidade é apenas uma base para a improvisação.

O som e ritmo. Para ele a educação e o ensino musical vem, não de basear no ouvido absoluto mas também no relativo.

3. Murray Schafer ‑ Canadense

Faz parte do grupo dos mais novos pedagogos do século XX
É mais aberto com uma pedagogia mais criativa que seus antecessores.(Gainza, SPAN>1990).
Está ligado à música contemporânea. No seu livro escrito em 1984 - Cuando las Palabras cantam - confere a elas um tratamento compatível com as tendências da musica contemporânea (Penna, SPAN>1993).
Schafer, explorando a sonoridade dos fonemas e a expressão do significado da palavra e trabalhada em linhas, texturas e sobreposição fugindo dos esquemas tradicionais.
Segundo Denise Campos, ele trabalha com "paisagens sonoras" ou valorização do ambiente, a busca de um terreno comum a todas as artes e o descobrimento das potencialidades criativas dos alunos. (Campos, 1988) No Brasil, em =/SPAN>1937,
Antônio Sá Pereira lança o seu livro Psicotécnica do Ensino Elementar de musica onde baseado em Dalcroze, cria o método de iniciação musical em uma época em que nem fora do pais era fácil encontrar algo escrito.
Neste livro, ele fala que todos os nossos primeiros conhecimentos, são adquiridos de forma intuitiva, isto segundo os nossos sentidos. A música deveria ser ensinada partindo dos dados sensoriais até a formação do conceito, sem violentar o espírito infantil (Sá Pereira, 1937 p. 33,34)
Em todos estes métodos a tônica comum é que o aluno através dos esquemas de percepção deverá chegar a formação do conceito. 0 professor deverá estar sempre ir delimitando e trazendo para o aluno os conceitos mais amplos, pois segundo Ronca e Escobar (1980) quanto mais básico for o conceito maior será a facilidade ou transferência Para resolver novos problemas.
"0 problemas afinal, é não tomar esses métodos como Em conjunto de técnicas a reproduzir, consagrada nela. ( ... ) pela assinatura do seu autor ( ... ) nem a prática, nem qualquer método devem estar imunes a questionamentos(...) que são o motor de um aprimoramento" (Penna, 1990).
Em alguns países tem acontecido de proliferar mais os aspectos instrumentais de seu método, deixando de lado a parte criativa. (Gainza, 1983).


3. Maurice Martenot (1898).

Publicou na França na década de 40 o seu método de educação musical. Através de exercícios e jogos a participação das crianças é mais interessante. Sobre a pulsação, Maternot diz que a participação das crianças é mais intensa quando os jogos marcam de 95 a 100 pulsações.
Quando a pulsação e mais baixa, produz vazios em sua atividade mental advindo cortes na sua atenção rompendo a continuidade (Gainza, 1964).

4. Edgar Willems

Acredita que a educação rítmica deve ser incluída sistema­ticamente junto a iniciação musical e que as crianças além da classe de iniciação musical deveriam ter uma classe de rítmica uma vez por semana. Ele também propôs que oralmente deveria se usar o nome das figuras enquanto se marca o compasso.
Willems propunha o uso de gráficos para a representação do movimento sonoro e as melodias. Os traços para representar as durações - curto e longo) e logo após a substituição pela notação tradicional (semínima e mínima).

0 método de Willems, o de Dalcroze, Orff, Kodály e Maternot, são considerados métodos ativos pois partem da evidência para chegar ao conhecimento teórico. (Penna,1990)

Willems propõe a exploração do espaço intratonal apesar de continuar mantendo o sistema tonal. No seu caderno de Educação Musical n.2.1 ele diz que esta educação deve começar com quatro anos ou menos e que esta iniciação deve ter como objetivo fazer com que as crianças amem a música e realizem com alegria a prática vocal, musical e instrumental.
Willems diz que todas as crianças devem ter a possibilidade de aprender musica, dois os elementos fundamentais da atividade musical são próprios do ser humano.
A sua atividade pedagógica está direcionada para as canções, desenvolvimento da percepção auditiva e desenvolvimento do sentido rítmico e um vocabulário musical em relação ao saber, fazer, associar de idéias musicais.


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4 comentários:

mariliazangrandi disse...

Possuo um blog de voz e encontrei o seu espaço por acaso. Muito interessante seu conteúdo. Gostaria de linká-lo no meu espaço e convidá-lo para uma visita.
www.juntosnocanto.wordpress.com
Abraços

naty e zaico disse...

Ola,gostei muito dos artigos que li.
Estou cursando pedagogia,e sou instrumentista autodidata.
Tenho muito interesse sobre musicalização.Este blog é muito bom,estou aprendendo muito.

Nathan Paes disse...

Bem,gostei do artigo,mas vou criticar duramente agora:Você deixou de falar do maior método do mundo:O método Gazzi de Sá!!Triste o descaso com esse grande musicalista,o segundo maior após Villa-Lobos sem dúvidas!

Wênia Xavier disse...

Estão faltando os métodos de Gazzi de Sá, Wuytack e Gramani.